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Remuneração

Salário por localização: zonas salariais, taxa única e mudanças de local

Um guia de decisão para equipas de Reward: salário por localização, salário único e modelo híbrido comparados, custo da mão de obra versus custo de vida, um exemplo prático de zonas salariais, regras para mudanças de local e a dimensão real das diferenças salariais entre cidades no Reino Unido, em França e em Espanha.

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Ecrã de portátil com um mapa-múndi, a representar a comparação de salários entre localizações

O salário por localização consiste em pagar salários diferentes pela mesma função consoante o local onde o colaborador trabalha, normalmente aplicando um diferencial percentual à banda de uma localização de referência. A alternativa é o salário independente da localização, um único salário para a mesma função em todo o lado, e a maioria das empresas acaba num ponto intermédio, com um pequeno número de zonas salariais.

Este guia ajuda a escolher entre os três modelos, explica porque deve ser o custo da mão de obra (e não o custo de vida) a determinar os diferenciais, apresenta um exemplo prático de zonas salariais e propõe regras de mobilidade que pode copiar para uma política. Mostra também dados da TalentUp sobre a dimensão real das diferenças salariais entre cidades em 2026: grandes no Reino Unido, moderadas em França e surpreendentemente pequenas em Espanha.

Pontos-chave

  • Há três modelos: por localização (bandas por localização), independente da localização (uma taxa única em todo o lado) e híbrido (algumas zonas salariais em torno de uma cidade de referência).
  • Construa os diferenciais com base no custo da mão de obra, o que os empregadores pagam pela função nesse mercado, e não em índices de custo de vida.
  • Nos dados da TalentUp de 2026, a mesma função é anunciada 10–17% abaixo nas principais cidades do Reino Unido face a Londres, 6–12% abaixo em Lyon, Marselha e Nantes face a Paris, mas dentro de ±4% de Madrid nas grandes cidades espanholas.
  • As diferências entre países são muito maiores: o salário mediano anunciado de um programador de software é 2,2 vezes mais alto no Reino Unido do que em Espanha.
  • Defina as regras de mobilidade antes de alguém mudar de local: o que acontece ao salário, quando e com que pré-aviso.
  • Onde a Diretiva europeia da transparência salarial já foi transposta, um diferencial por localização tem de ser objetivo, documentado e aplicado de forma consistente.

O que é o salário por localização? Três modelos comparados

Qualquer empregador com várias localizações aplica um destes três modelos, de forma explícita ou por acaso:

Salário por localização Salário independente da localização Híbrido: zonas salariais
Como funciona Uma banda por cidade, região ou país, definida com dados do mercado local Uma banda por função, independentemente de onde as pessoas trabalham 2–5 zonas; cada localização é atribuída à zona mais próxima do seu nível de mercado
Taxa de referência Cada mercado local Normalmente o mercado de referência ou o mais caro Uma cidade de referência, com um diferencial em % por zona
Principal vantagem Paga a taxa de mercado em todo o lado; controla o custo Simples, portável, fácil de explicar; sem alterações salariais quando as pessoas mudam de local Suficientemente simples de gerir e suficientemente próximo de cada mercado
Principal risco Muitas bandas para manter; percecionado como injusto em equipas distribuídas Paga de mais nos mercados mais baratos ou de menos nos mais caros As localizações próximas do limite de uma zona ficam ligeiramente desalinhadas com o mercado
Mais adequado para Grandes empresas com grandes polos em mercados muito diferentes Empresas que recrutam em poucos mercados semelhantes, ou que pagam a taxa do mercado mais caro para competir em qualquer lugar A maioria das empresas com vários escritórios ou pessoas em trabalho remoto numa mesma região

O salário independente da localização pode ser nacional (uma taxa para toda a Espanha) ou global (uma taxa para todos os países). As taxas únicas nacionais são comuns e muitas vezes razoáveis, como mostram os dados de Espanha mais abaixo. Uma taxa única global é rara fora das empresas que competem por talento escasso e podem suportar a taxa do mercado mais caro em todo o lado.

Por localização, independente da localização ou híbrido: como escolher

Parta da sua filosofia de compensação: com que mercado se quer comparar e em que posição se quer situar nesse mercado. Depois responda a estas perguntas:

Pergunta Se a resposta for sim, opte de preferência por
As suas localizações têm níveis salariais muito diferentes para as mesmas funções (por exemplo, Londres vs. Glasgow, Alemanha vs. Portugal)? Por localização ou zonas salariais
Recruta num único país com um mapa salarial bastante plano (por exemplo, as grandes cidades espanholas)? Taxa única nacional
Compete por funções escassas a nível global e pode suportar a taxa do mercado mais caro em todo o lado? Independente da localização para essas funções
As pessoas mudam frequentemente de escritório ou trabalham remotamente a partir de qualquer lugar? Taxa única ou zonas amplas, para evitar alterações salariais constantes
Tem convenções coletivas que fixam a remuneração por região ou província? Por localização, pelo menos para as funções abrangidas
A sua equipa de RH é pequena e não tem ferramentas de compensação? Poucas zonas amplas em vez de bandas cidade a cidade

Muitas empresas combinam modelos por família de funções: uma taxa global única para algumas funções de engenharia escassas, e zonas ou bandas locais para as restantes. É legítimo desde que a regra esteja escrita e seja aplicada a todas as funções da família. Para subsídios específicos do trabalho remoto e regras fiscais, consulte o nosso guia sobre a compensação do trabalho remoto na Europa.

Custo da mão de obra vs. custo de vida

O erro de conceção mais comum é construir os diferenciais a partir de um índice de custo de vida. O custo de vida mede quanto custa num local um cabaz de bens e a habitação. O custo da mão de obra mede o que os empregadores pagam efetivamente por uma função específica nesse local. Estão relacionados, mas não são a mesma coisa:

Custo da mão de obra Custo de vida
O que mede Remuneração de mercado para a mesma função e nível Preços da habitação, bens e serviços
Fonte Benchmarks salariais, dados de anúncios de emprego, inquéritos Índices de preços, dados de rendas
Responde à pergunta «Quanto precisamos de pagar para contratar e reter esta pessoa aqui?» «Até onde chega um salário aqui?»
Varia consoante a função? Sim, muito (ver as tabelas abaixo) Não, um índice por local
Melhor utilização Definir diferenciais e bandas Contexto para apoios e subsídios de mobilidade

A dimensão da função é o que os índices de custo de vida ignoram. Nos nossos dados do Reino Unido, um assistente administrativo em Manchester é anunciado cerca de 10% abaixo de Londres, mas um programador de software cerca de 31% abaixo. Um único multiplicador de custo de vida falharia pelo menos um dos dois casos. Por isso, os diferenciais devem ser definidos por família de funções, ou pelo menos validados face a ela, com dados de mercado como os benchmarks salariais da TalentUp.

Qual a dimensão das diferenças salariais entre cidades? Dados TalentUp 2026

−10% a −17%

mesma função em Manchester, Birmingham, Leeds, Glasgow, Edimburgo ou Bristol vs. Londres

−6% a −12%

mesma função em Lyon, Marselha ou Nantes vs. Paris

±4%

mesma função em Barcelona, Valência, Sevilha, Málaga ou Saragoça vs. Madrid

2,2×

salário mediano anunciado de um programador de software no Reino Unido vs. Espanha

Fonte: base de dados de anúncios de emprego da TalentUp, janeiro–setembro de 2026. Mesma função, mesmo período de pagamento, apenas a cidade propriamente dita.

Comparámos os salários anunciados para a mesma função entre a capital de cada país e as suas outras grandes cidades. Para cada função com pelo menos 10 anúncios em ambas as cidades, calculámos o rácio entre as duas medianas e fizemos a média dos rácios de todas as funções. Isto elimina a maior parte do efeito das diferenças de composição de funções entre cidades.

País Cidade vs. capital (mesma função) Funções comparadas Anúncios
Reino Unido (vs. Londres) Leeds −10,0%, Manchester −10,7%, Birmingham −10,9%, Glasgow −14,1%, Edimburgo −16,1%, Bristol −16,9% 16–57 por cidade ~6 600
França (vs. Paris) Lyon −6,4%, Marselha −9,5%, Nantes −11,7% 10–35 por cidade ~2 900
Espanha (vs. Madrid) Barcelona +3,6%, Sevilha +0,1%, Saragoça −2,0%, Valência −2,5%, Málaga −4,3% 10–107 por cidade ~9 500

Destacam-se três padrões:

  • Londres é uma zona salarial por si só. Em 74–88% das funções comparadas, as outras cidades do Reino Unido anunciam salários mais baixos do que Londres.
  • Paris tem um prémio moderado, maior nas funções qualificadas. Em algumas funções pagas à hora, como secretários, as medianas de Paris e Lyon eram idênticas.
  • As grandes cidades espanholas são quase equivalentes. Barcelona anuncia um pouco mais do que Madrid na maioria das funções. Uma explicação plausível é que grande parte da remuneração anunciada em Espanha se concentra em torno dos níveis das convenções coletivas, o que limita as diferenças entre cidades nas funções que mais publicam salários.

Diferenças entre cidades por função

A diferença depende muito da função. As medianas são salários brutos anuais anunciados em EUR; as percentagens comparam cada cidade com a capital para a mesma função (n = número de anúncios; as células com menos de 30 anúncios não são apresentadas).

Reino Unido (vs. Londres)

Função Londres Manchester Birmingham Leeds Glasgow Bristol
Programador de software 91 700 € (n=301) −31% (73) −19% (52) −18% (50) −37% (33) −31% (61)
Contabilista 60 300 € (n=66) – – −13% (31) −24% (33) –
Assistente administrativo 34 400 € (n=164) −10% (83) −9% (44) −7% (71) −10% (50) −7% (62)
Comercial 40 100 € (n=104) 0% (66) +14% (31) −8% (49) −2% (53) +7% (39)
Assistente de apoio ao cliente 30 800 € (n=71) −3% (73) – −3% (38) −2% (57) –

Espanha (vs. Madrid)

Função Madrid Barcelona Valência Sevilha Málaga
Programador de software 38 500 € (n=337) +4% (153) +3% (55) −14% (33) −14% (43)
Contabilista 25 000 € (n=240) +8% (239) −8% (36) – –
Assistente administrativo 20 000 € (n=401) +12% (338) +5% (63) −7% (32) −3% (54)
Comercial 24 500 € (n=659) +6% (624) +8% (158) −4% (138) +2% (165)
Assistente de apoio ao cliente 18 600 € (n=208) +13% (270) 0% (37) −6% (33) +13% (49)

França (vs. Paris)

Função Paris Lyon Nantes Marselha Bordéus
Programador de software 50 000 € (n=555) −10% (199) −5% (84) −4% (55) −10% (50)
Contabilista 36 000 € (n=139) −22% (45) – −22% (46) –

O padrão repete-se: as funções qualificadas com elevada mobilidade apresentam as maiores diferenças entre cidades (programadores de software no Reino Unido, contabilistas em França), enquanto as funções administrativas e de apoio ao cliente variam muito menos. Em Barcelona e Málaga, o prémio no apoio ao cliente reflete em parte funções multilingues em centros internacionais, um lembrete de que o mesmo título de função nem sempre corresponde ao mesmo trabalho.

As diferenças entre países são muito maiores

Nas funções tecnológicas compatíveis com trabalho remoto, as diferenças entre países ultrapassam largamente as diferenças entre cidades:

País Programador de software Engenheiro DevOps Engenheiro de dados
Reino Unido 80 200 € (n=1 915) 86 600 € (n=197) 64 100 € (n=106)
Países Baixos 66 000 € (n=1 084) 67 900 € (n=344) 78 000 € (n=191)
França 50 000 € (n=559) 54 000 € (n=237) 52 800 € (n=148)
Itália 42 000 € (n=1 740) 42 000 € (n=126) –
Portugal 42 000 € (n=218) – –
Espanha 36 500 € (n=1 600) 45 000 € (n=170) 45 000 € (n=126)

Uma taxa global única definida ao nível do Reino Unido pagaria a um programador de software em Espanha mais do dobro da mediana local. É por isso que o salário verdadeiramente global e independente da localização é raro, e que a remuneração transfronteiriça exige normalmente bandas por país ou zonas amplas. Para um método completo, consulte o benchmarking salarial internacional.

Como criar zonas salariais em seis passos

  1. Escolha a referência. Normalmente a localização onde está a maioria dos colaboradores ou onde mais recruta, muitas vezes a cidade da sede. Defina primeiro aí as suas bandas salariais.
  2. Meça o diferencial de cada localização face à referência para as mesmas funções e níveis, com dados de custo da mão de obra. Use várias funções de referência, não apenas uma.
  3. Decida o número de zonas. O intervalo entre zonas determina quantas existem: com um intervalo de 5 pontos obtém mais zonas e um ajuste mais próximo; com um de 10 pontos, menos zonas e uma gestão mais simples. Duas a quatro zonas chegam para a maioria dos empregadores europeus.
  4. Atribua cada localização à zona mais próxima. Para localizações no limite, observe as funções que a maioria das suas pessoas desempenha efetivamente nesse local.
  5. Aplique a percentagem da zona a toda a banda (mínimo, ponto médio e máximo), e não apenas ao ponto médio.
  6. Verifique os colaboradores atuais face à sua nova banda e planeie as correções ao longo de um ou dois ciclos de revisão. Reveja os diferenciais pelo menos uma vez por ano.

Exemplo prático (ilustrativo). Uma empresa britânica toma Londres como referência e usa as diferenças entre cidades acima para definir três zonas para funções qualificadas:

Zona Localizações Diferencial Banda para uma função com ponto médio de 90 000 € em Londres (±20%)
Zona 1 Londres 100% 72 000 € – 90 000 € – 108 000 €
Zona 2 Manchester, Birmingham, Leeds 90% 64 800 € – 81 000 € – 97 200 €
Zona 3 Glasgow, Edimburgo, Bristol, resto do Reino Unido 85% 61 200 € – 76 500 € – 91 800 €

Os valores são um exemplo, não uma recomendação: os dados dos programadores de software acima sugerem uma diferença maior nas funções tecnológicas, pelo que esta empresa poderia aplicar zonas mais acentuadas para engenharia e mais planas para as funções de suporte. Um empregador espanhol que olhasse para os mesmos dados optaria mais provavelmente por uma única banda nacional para as suas grandes cidades. Seja qual for a escolha, equilibre a remuneração por zonas com a equidade interna e esteja atento à compressão salarial quando novas contratações numa zona alta ultrapassam colaboradores com mais antiguidade noutras localizações.

Quando os colaboradores mudam de local: regras a definir por escrito

A mobilidade é onde as políticas de salário por localização mais falham, porque as regras são improvisadas caso a caso. Defina-as antecipadamente:

Situação Regra comum
O colaborador pede para mudar para uma zona mais alta Passá-lo para a nova banda, pelo menos para o mínimo desta, a partir da data da mudança ou da revisão seguinte
O colaborador pede para mudar para uma zona mais baixa Ajustar à nova banda com pré-aviso, ou manter o salário atual e aplicar red circle (congelar os aumentos até a banda o alcançar)
A empresa pede ao colaborador que mude de local Normalmente manter o mais alto dos dois salários; acrescentar apoio à mobilidade
Destacamento temporário Manter a remuneração de origem e acrescentar um subsídio temporário; sem alteração da remuneração base
Um colaborador remoto muda de cidade dentro da mesma zona Sem alteração salarial

O red circle é a opção mais segura na maior parte da Europa. Na maioria dos países europeus, reduzir a retribuição contratual exige o acordo do trabalhador ou um procedimento formal de alteração do contrato, pelo que deve obter aconselhamento local antes de reduzir o salário de alguém. Seja qual for a opção, indique o pré-aviso, a data de produção de efeitos e a forma como a penetração na banda será revista após a mudança.

Mudanças entre países

As mudanças transfronteiriças acrescentam um mínimo legal que nenhuma zona salarial pode afastar:

  • Regras do país de acolhimento. Para um trabalhador que presta habitualmente o seu trabalho noutro país, aplicam-se em geral as proteções laborais imperativas desse país, mesmo que o contrato escolha outra lei (Regulamento Roma I, artigo 8.º). Isso inclui os salários mínimos legais e as convenções coletivas aplicáveis.
  • Trabalhadores destacados. Os trabalhadores enviados temporariamente para outro país da UE devem receber os elementos obrigatórios de remuneração do país de acolhimento, e não apenas o salário mínimo, e após 12 meses (18 com uma notificação fundamentada) aplicam-se quase todas as condições de trabalho do país de acolhimento (Diretiva 2018/957).
  • Os riscos fiscais, de segurança social e de estabelecimento estável são muitas vezes maiores do que a questão salarial; verifique-os antes de aceitar uma mudança.

Salário por localização e a Diretiva europeia da transparência salarial

A Diretiva europeia da transparência salarial (2023/970) tinha de ser transposta até 7 de junho de 2026, e as suas obrigações aplicam-se através das leis nacionais depois de transposta em cada Estado-Membro. Não proíbe o salário por localização, mas altera a forma como tem de o conseguir justificar:

  • Critérios objetivos e neutros do ponto de vista do género. O artigo 4.º exige estruturas remuneratórias que permitam aos empregadores avaliar o trabalho de igual valor com base em critérios como competências, esforço, responsabilidade e condições de trabalho, além de outros fatores relevantes para a função. A localização não é um dos quatro critérios principais, pelo que deve tratar um diferencial como um fator de mercado documentado e aplicá-lo de forma idêntica a todas as pessoas com a mesma função na mesma localização.
  • Categorias de trabalhadores. O relatório sobre as disparidades salariais entre homens e mulheres analisa as diferenças dentro de categorias de trabalhadores que realizam o mesmo trabalho ou trabalho de igual valor. Se a localização altera a remuneração, documente como a localização é refletida quando agrupa e compara os trabalhadores.
  • Relatórios e avaliação conjunta da remuneração. Os empregadores com 250 ou mais trabalhadores reportam anualmente a partir de 7 de junho de 2027; com 150–249, de três em três anos a partir de 7 de junho de 2027; com 100–149, de três em três anos a partir de 7 de junho de 2031. Se uma diferença não justificada de 5% ou mais numa categoria de trabalhadores não for corrigida no prazo de seis meses, é obrigatória uma avaliação conjunta da remuneração.
  • Ónus da prova. Nas ações por discriminação salarial, o ónus da prova passa para o empregador. Um diferencial por localização aplicado caso a caso, ou negociado individualmente, é difícil de defender.
  • Bandas salariais nos anúncios de emprego. Os candidatos terão direito a informação sobre a remuneração inicial ou o respetivo intervalo. Com zonas, publique a banda correspondente à localização da função.

Na prática: documente a metodologia das zonas, associe-a a dados de mercado, aplique-a a todas as contratações e mudanças e inclua a localização na sua auditoria de equidade salarial. Para uma lista de verificação mais completa, consulte como as equipas de RH se podem preparar para a Diretiva e a nossa página de recursos sobre transparência salarial. Para comparar mercados antes de escolher as suas zonas, o European Salary Benchmark Report da TalentUp e os nossos planos disponibilizam dados ao nível da cidade e do país.

Fontes

Perguntas frequentes

O que é o salário por localização?

O salário por localização define bandas salariais diferentes para a mesma função consoante o local onde o colaborador trabalha, normalmente aplicando um diferencial percentual à banda de uma localização de referência. Também é conhecido como diferenciais salariais geográficos ou zonas salariais.

Devemos pagar o mesmo salário em todo o lado?

Uma taxa única funciona melhor quando a empresa recruta num pequeno número de mercados semelhantes, ou quando quer competir por talento escasso em qualquer lugar e pode suportar a taxa do mercado mais caro. Se recruta em mercados com níveis salariais muito diferentes, uma taxa única ou paga de mais nos mercados mais baratos ou paga de menos nos mais caros.

O salário por localização deve basear-se no custo de vida ou no custo da mão de obra?

Sobretudo no custo da mão de obra, ou seja, o que os empregadores pagam efetivamente pela mesma função nesse mercado. O custo de vida influencia-o, mas não indica quanto é preciso pagar para contratar e reter pessoas numa determinada função.

O que acontece ao meu salário se me mudar para uma cidade mais barata?

Depende da política escrita de mobilidade da empresa. As opções habituais são passar para a banda da nova zona ou manter o salário atual congelado acima da banda até que esta o alcance; na maioria dos países europeus, uma redução da retribuição contratual exige o acordo do trabalhador.

O salário por localização é permitido pela Diretiva europeia da transparência salarial?

A Diretiva não o proíbe, mas as estruturas remuneratórias têm de assentar em critérios objetivos e neutros do ponto de vista do género. Depois de transposta, um diferencial por localização deve estar documentado, basear-se em dados de mercado e ser aplicado da mesma forma a todas as pessoas com a mesma função na mesma localização.

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Escrito por

Jordi Arcas

Co-founder and CEO @ TalentUp.io

Jordi is passionated about technology and talent trends. He started analyzing the talent market in 2018 and is leading the report creation for many European companies.

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