Configurações de cookies

Usamos cookies para melhorar sua experiência e para marketing. Visite nossa Política de cookies para saber mais.

Candidatos

Linguagens de programação mais procuradas em 2026: dados de anúncios e salários

Um ranking baseado em dados das linguagens de programação, frameworks e ferramentas que surgem nos anúncios de emprego para programadores na Europa (janeiro–setembro de 2026): o que pedem os empregadores, o que mudou desde 2025, como a procura varia por país e que competências estão associadas a salários anunciados mais altos.

Também disponível em: EnglishEspañolCatalàFrançaisDeutschItaliano

Duas mulheres a olhar para código num editor com tema escuro num portátil, uma delas a apontar para uma linha no ecrã

As linguagens de programação mais procuradas em 2026 são Python, SQL, Java e JavaScript/TypeScript. Na amostra da TalentUp de cerca de 27 100 anúncios de emprego para programadores e engenheiros de software publicados em 16 países europeus entre janeiro e setembro de 2026, o Python surge em 31,4% dos anúncios, o SQL em 25,2%, o Java em 24,5% e o JavaScript ou TypeScript em 23,5%. Nenhuma outra linguagem chega aos 12%.

Este ranking baseia-se no que os empregadores escrevem nos seus anúncios de emprego, não em inquéritos a programadores, atividade no GitHub ou tendências de pesquisa. Encontrará aqui a percentagem de anúncios que menciona cada linguagem e framework, como essa percentagem mudou desde 2025, como a procura difere entre oito países, o salário mediano anunciado nos anúncios que mencionam cada linguagem no Reino Unido, França, Espanha, Itália e Polónia, e as competências de IA que se estão a espalhar mais depressa pelas funções de desenvolvimento.

Pontos-chave

  • O Python (31,4%) é a linguagem mais pedida, seguida de SQL (25,2%), Java (24,5%) e JavaScript/TypeScript (23,5%).
  • O TypeScript é a linguagem que mais cresce (de 12,5% para 15,8% dos anúncios); o Java perdeu 1,4 pontos.
  • O React (18,7%) lidera os frameworks, à frente de Angular, .NET, Spring e Node.js. O FastAPI ultrapassou o Django nos anúncios de Python.
  • As ferramentas já contam tanto como a linguagem: CI/CD (38,7%), cloud (AWS 25,3%, Azure 25,0%), Kubernetes e Docker ganharam quota.
  • As competências em LLM e IA generativa surgem em 9,7% dos anúncios para programadores, face a 6,1%, e estão associadas às medianas anunciadas mais altas em todos os países que medimos.
  • Os salários anunciados são ofertas, não remunerações pagas: utilize-os como sinal de mercado, não como benchmark salarial interno.

Ranking 2026: as linguagens de programação mais procuradas

A tabela mostra a percentagem de anúncios para programadores e engenheiros de software que mencionam cada linguagem pelo menos uma vez, em 2026 e nos mesmos meses de 2025. Um anúncio pede normalmente várias linguagens, pelo que as percentagens somam mais de 100%.

# Linguagem % dos anúncios 2026 % dos anúncios 2025 Variação (p.p.)
1 Python 31,4% 31,4% 0,0
2 SQL 25,2% 24,6% +0,6
3 Java 24,5% 26,0% −1,4
4 JavaScript / TypeScript 23,5% 21,6% +1,8
dos quais TypeScript 15,8% 12,5% +3,2
5 C# 11,0% 11,7% −0,7
6 C / C++ 7,9% 8,6% −0,6
7 PHP 4,9% 5,3% −0,4
8 Go 3,9% 3,9% 0,0
9 Kotlin 3,9% 3,4% +0,5
10 Scala 2,2% 2,7% −0,6
11 Rust 2,0% 1,7% +0,3
12 Swift 1,6% 1,2% +0,3
13 Ruby 1,3% 1,7% −0,4

Fonte: base de dados de anúncios de emprego da TalentUp, amostras aleatórias de anúncios para programadores e engenheiros de software, 16 países europeus, janeiro–setembro de 2026 (cerca de 27 100 anúncios) e 2025 (cerca de 37 900 anúncios). Resultados por país ponderados pelo volume de anúncios de cada país em 2026 em ambos os anos. Variações calculadas antes do arredondamento.

O que se destaca:

  • O Python é a linguagem por defeito do recrutamento tech na Europa. Lidera em quase todos os países e é pedido tanto em funções de backend como de dados, DevOps, automação de QA e IA. A sua quota está estável, por isso não está a “dominar” o mercado: já está em todo o lado.
  • O SQL é o discreto número dois. Raramente é a competência principal, mas um quarto dos anúncios para programadores espera-o, e em Portugal (34,2%) e na Polónia (29,9%) é mais comum do que o Java.
  • O TypeScript está a substituir o JavaScript simples. Dois terços dos anúncios que mencionam JavaScript ou TypeScript já referem TypeScript, e ganhou mais quota do que qualquer outra linguagem.
  • O Java continua enorme, mas está a arrefecer, em linha com a descida das funções de Java developer no nosso ranking dos empregos de TI mais procurados em 2026.
  • Rust e Kotlin são pequenos, mas crescem; Scala, Ruby e PHP estão a perder quota lentamente. COBOL (0,3%) e ABAP (0,2%) continuam a surgir com regularidade em anúncios da banca e de SAP.

Duas ressalvas: a combinação de portais de emprego nos nossos dados de 2025 e 2026 é diferente, por isso comparamos percentagens, não números absolutos, e mantemos fixas as ponderações por país entre anos. Considere estáveis as variações inferiores a 0,5 pontos.

Frameworks e ferramentas de desenvolvimento mais populares

As linguagens são apenas metade do que os empregadores pedem. Os frameworks indicam em que ecossistema uma equipa trabalha, e ferramentas como CI/CD, cloud e contentores já surgem em mais anúncios do que qualquer linguagem isolada.

Frameworks e bibliotecas

Framework Ecossistema % 2026 % 2025 Variação (p.p.)
React JavaScript/TypeScript 18,7% 16,1% +2,6
Angular JavaScript/TypeScript 12,0% 11,7% +0,2
.NET / ASP.NET C# 10,9% 10,3% +0,6
Spring (Boot) Java 8,8% 7,4% +1,4
Node.js JavaScript/TypeScript 8,1% 7,8% +0,3
Vue.js / Nuxt JavaScript/TypeScript 4,0% 4,3% −0,3
FastAPI Python 2,9% 1,9% +1,0
Next.js JavaScript/TypeScript 2,8% 2,0% +0,8
Django Python 2,1% 2,0% +0,1
Flask Python 1,6% 1,3% +0,3
React Native Mobile 1,6% 1,4% +0,2
Laravel PHP 1,6% 1,6% 0,0
Symfony PHP 1,5% 1,4% +0,1
Flutter Mobile (Dart) 1,0% 0,8% +0,3
  • O React é o líder claro do frontend e aumentou a vantagem sobre o Angular. O Next.js, o principal meta-framework do React, também cresceu (de 2,0% para 2,8%).
  • O Angular está longe de morrer na Europa: surge em 17,5% dos anúncios para programadores em Itália e em 14,5% em Portugal, muitas vezes em stacks empresariais e da banca, ao lado de Java ou .NET.
  • O Spring ganhou 1,4 pontos apesar de o Java ter perdido quota: quando se pede Java, o Spring Boot é cada vez mais referido de forma explícita.
  • O FastAPI ultrapassou o Django nos anúncios de Python (2,9% face a 2,1%), impulsionado pelos serviços de API e de IA.

Ferramentas e plataformas

Ferramenta % 2026 % 2025 Variação (p.p.)
CI/CD (pipelines, Jenkins, GitHub Actions, GitLab CI) 38,7% 33,2% +5,5
Git / GitHub / GitLab 32,4% 30,5% +1,9
AWS 25,3% 25,1% +0,2
Azure 25,0% 24,4% +0,6
Kubernetes (incl. OpenShift, EKS, AKS, GKE) 24,3% 22,2% +2,1
Docker 23,2% 20,8% +2,5
Google Cloud (GCP) 13,2% 12,3% +0,9
Terraform 12,0% 11,4% +0,6
Kafka 7,9% 6,7% +1,2
Spark / PySpark 3,6% 4,2% −0,6

O CI/CD já é mencionado em mais anúncios para programadores do que o Python. A par do crescimento do Docker e do Kubernetes, isto mostra que os empregadores esperam que os programadores façam o deploy e a operação do seu próprio código, e não apenas que o escrevam. AWS e Azure estão empatados, com cerca de um quarto dos anúncios cada, e o Google Cloud tem metade disso.

Procura de linguagens de programação por país

A combinação de linguagens varia muito entre países. A tabela mostra a percentagem de anúncios para programadores de 2026 que mencionam cada competência nos oito maiores mercados dos nossos dados, com a dimensão da amostra por baixo de cada país.

Competência Reino Unido Alemanha França Espanha Itália Países Baixos Polónia Portugal
Anúncios analisados 1 960 1 440 2 050 2 510 1 940 2 350 1 560 2 260
Python 36,3% 31,2% 32,2% 33,1% 27,4% 25,7% 34,7% 31,4%
Java 17,2% 26,3% 25,2% 25,5% 25,7% 18,4% 31,7% 27,2%
JavaScript / TypeScript 29,0% 23,9% 18,7% 27,2% 25,7% 19,7% 24,0% 22,7%
SQL 20,6% 21,8% 25,5% 24,3% 28,8% 20,2% 29,9% 34,2%
C# 12,7% 10,0% 10,9% 7,6% 10,9% 13,0% 9,5% 10,5%
C / C++ 9,5% 9,7% 7,8% 5,0% 10,1% 5,2% 8,2% 3,7%
PHP 3,4% 3,5% 5,3% 7,1% 7,2% 7,9% 3,7% 3,5%
Go 3,5% 4,9% 3,6% 3,9% 3,6% 2,4% 4,9% 4,5%
Kotlin 2,9% 6,7% 2,5% 3,7% 2,2% 4,1% 6,0% 4,4%
React 26,7% 16,4% 17,2% 19,7% 21,5% 13,9% 17,4% 19,3%
Angular 8,3% 10,3% 14,2% 12,4% 17,5% 9,4% 10,6% 14,5%
Spring 4,1% 11,3% 8,3% 10,7% 9,8% 5,6% 12,6% 10,6%
LLM / IA generativa 14,8% 11,8% 7,7% 9,9% 7,4% 6,1% 15,6% 6,6%

Fonte: base de dados de anúncios de emprego da TalentUp, janeiro–setembro de 2026, amostras aleatórias de anúncios para programadores e engenheiros de software com descrição completa, excluindo agências de recrutamento. Dimensões das amostras arredondadas à dezena mais próxima.

  • O Reino Unido é um mercado de Python e TypeScript/React. Tem as percentagens mais altas de Python e React e a mais baixa de Java dos oito.
  • A Polónia é o hub de Java e Spring, e tem também a percentagem mais alta de menções a LLM e IA generativa (15,6%).
  • A Alemanha destaca-se em Kotlin (6,7%) e Go (4,9%), as percentagens mais altas entre os oito países.
  • Os Países Baixos têm mais C# e PHP; o Sul da Europa (Espanha, Itália) também mantém o PHP acima de 7%.
  • A Itália é o país do Angular (17,5%), e Portugal pede SQL em mais de um terço dos anúncios para programadores.
  • Os mercados mais pequenos têm perfis próprios: nos nossos dados, a Suécia tem a percentagem mais alta de C/C++ (14,8%) e a Suíça a mais alta de Rust (4,7%).

A cidade também conta: a remuneração e a procura concentram-se em poucos hubs. Consulte as principais cidades tecnológicas do mundo para essa perspetiva.

Linguagens de programação mais bem pagas: salários anunciados

A tabela mostra o salário anual mediano anunciado nos anúncios para programadores de 2026 que mencionam cada competência, com o número de anúncios entre parênteses. A última linha é a mediana de todos os anúncios para programadores com salário nesse país, usada como referência. Não são apresentadas as células com menos de 40 anúncios ou menos de 20 empregadores. Os valores estão em moeda local: GBP para o Reino Unido, PLN para a Polónia e EUR nos restantes.

Competência mencionada no anúncio Reino Unido França Espanha Itália Polónia
LLM / IA generativa 93 000 £ (84) – 55 000 € (87) 50 000 € (73) 277 800 PLN (65)
Python 78 000 £ (343) 60 000 € (222) 45 000 € (316) 45 000 € (177) 252 000 PLN (101)
Java 75 500 £ (146) 50 000 € (132) 38 000 € (203) 40 000 € (160) 243 000 PLN (97)
TypeScript 74 900 £ (180) 60 000 € (101) 45 000 € (158) 42 000 € (116) 217 700 PLN (92)
C / C++ 70 000 £ (130) 50 000 € (47) 45 000 € (64) 50 000 € (47) –
JavaScript / TypeScript 65 000 £ (347) 57 500 € (160) 38 000 € (266) 42 000 € (170) 216 000 PLN (112)
C# 60 000 £ (214) – 40 000 € (75) 40 000 € (75) –
SQL 60 000 £ (285) 55 000 € (187) 38 000 € (243) 40 000 € (143) 255 000 PLN (44)
PHP 55 000 £ (65) 45 600 € (82) 37 500 € (143) 45 000 € (40) –
Todos os anúncios para programadores 55 000 £ (1 600) 55 000 € (700) 41 500 € (1 510) 42 000 € (680) 240 000 PLN (990)

Fonte: base de dados de anúncios de emprego da TalentUp, janeiro–setembro de 2026. Mediana do salário anual anunciado (ponto médio quando é indicado um intervalo), apenas contratos de trabalho por conta de outrem; excluídas as agências de recrutamento e as ofertas freelance, temporárias e de estágio; no máximo três anúncios por empregador. Arredondado à centena mais próxima.

O que os números dizem:

  • As competências de IA têm o prémio mais claro. Os anúncios que pedem experiência em LLM ou IA generativa anunciam uma mediana 69% acima da mediana geral dos programadores no Reino Unido, 33% acima em Espanha, 19% em Itália e 16% na Polónia.
  • O Python paga acima da mediana dos programadores nos cinco países, de cerca de 5% na Polónia a 42% no Reino Unido. Parte dessa diferença reflete as funções que pedem Python: engenharia de dados, plataforma e IA, mais do que desenvolvimento web júnior.
  • O PHP está na mediana ou abaixo dela no Reino Unido, em França e em Espanha; a Itália é a exceção (45 000 € face a 42 000 €).
  • O Java depende do mercado: 37% acima da mediana dos programadores no Reino Unido, mas 5–9% abaixo em França, Espanha e Itália, e ao mesmo nível na Polónia.
  • No Reino Unido, Go (80 000 £, 37 anúncios) e Rust (85 000 £, 25 anúncios) parecem altos, mas ficam abaixo do nosso limiar de 40 anúncios, pelo que devem ser vistos como indicativos. Isto corresponde ao padrão de que as linguagens de sistemas de nicho são escassas e bem pagas, mas a evidência nos anúncios é reduzida.

Estas medianas respondem a “o que oferecem os empregadores por esta competência?”, e não a “quanto ganhará um programador com esta competência?”. A função, a senioridade e a cidade pesam mais do que a linguagem. Para uma visão por função, consulte os salários do nosso ranking de empregos de TI e, para funções de segurança, o nosso guia sobre o security engineer.

Competências de IA em ascensão nos anúncios para programadores

A IA já não está apenas nas funções de IA. No conjunto dos anúncios para programadores e engenheiros de software, as menções a competências relacionadas com IA cresceram mais depressa do que qualquer linguagem:

9,7%

dos anúncios para programadores mencionam LLM ou IA generativa, face a 6,1%

3,0%

mencionam assistentes de programação com IA, como GitHub Copilot, Cursor ou Claude Code, face a 0,5%

3,0%

mencionam RAG (retrieval-augmented generation), face a 1,3%

27 100

anúncios para programadores analisados em 2026

Fonte: base de dados de anúncios de emprego da TalentUp, 16 países europeus, janeiro–setembro de 2026 face ao mesmo período de 2025.

Competência de IA % 2026 % 2025 Variação (p.p.)
LLM / IA generativa 9,7% 6,1% +3,6
RAG 3,0% 1,3% +1,7
Assistentes de programação com IA 3,0% 0,5% +2,5
MLOps / LLMOps 2,8% 2,1% +0,7
PyTorch 2,5% 2,3% +0,2
LangChain / LangGraph / LlamaIndex 2,0% 1,1% +0,9
TensorFlow / Keras 2,0% 2,0% 0,0
Hugging Face 1,0% 0,6% +0,3

Estão a acontecer duas coisas. Primeiro, desenvolver com LLM (RAG, LangChain, frameworks de agentes) está a tornar-se uma competência normal de backend e não uma especialidade de investigação, enquanto os frameworks clássicos de deep learning, como PyTorch e TensorFlow, estão estáveis. Segundo, usar ferramentas de IA para programar passou de quase inexistente para 3% dos anúncios num ano: os empregadores escrevem cada vez mais “usa diariamente assistentes de programação com IA” na descrição da função.

Gergely Orosz, antigo engineering manager da Uber radicado em Amesterdão e autor da newsletter The Pragmatic Engineer, liga esta mudança diretamente à razão pela qual os programadores ganham mais do que outros engenheiros:

Gergely OroszAutor, The Pragmatic Engineer

Penso que muitos de nós que trabalhamos em tecnologia tendemos a esquecer que a razão pela qual a engenharia de software paga (muito!) mais do que outras áreas da engenharia, é muito mais flexível (teletrabalho/remoto) e tem melhores regalias é que esta área muda muito mais depressa do que as outras engenharias. O prémio existe porque menos pessoas são capazes de, ou estão dispostas a, adotar novas tecnologias e metodologias tão rapidamente. […] E a IA é apenas mais uma vaga tecnológica: os engenheiros de software que a adotarem e dominarem terão, em geral, melhor sorte; os que não o fizerem terão muito mais dificuldades.

Outubro de 2026 · Traduzido do inglês Ler no LinkedIn →

Se está a recrutar para estas competências e não tem um histórico salarial interno em que se apoiar, consulte como definir intervalos salariais para funções emergentes.

Que linguagem de programação deve aprender em 2026?

Os dados apontam para algumas escolhas práticas:

  1. Está a começar? Python ou JavaScript/TypeScript. Ambas surgem em cerca de um quarto a um terço dos anúncios para programadores em todos os grandes mercados, e ambas abrem portas a muitos tipos de função. Acrescente SQL cedo: está em um quarto dos anúncios e na maioria das funções de dados.
  2. Vai seguir frontend ou full-stack? Aprenda primeiro TypeScript e React. O Angular compensa se o seu alvo for Itália, Portugal, França ou grandes empresas.
  3. Vai seguir backend? Java com Spring Boot continua a ser o maior stack empresarial, sobretudo na Polónia, Alemanha, Espanha e Portugal; C# com .NET é mais forte na Bélgica, nos Países Baixos e na Suécia; Python com FastAPI é a opção em crescimento.
  4. Já é programador? As competências que mais cresceram não são linguagens: CI/CD, Docker, Kubernetes e cloud, além de integração de LLM e programação assistida por IA. Acrescentá-las ao seu stack atual é a forma mais rápida de corresponder a mais anúncios, e aos mais bem pagos.
  5. As linguagens de sistemas e de nicho (Rust, Go, Scala, Kotlin) têm menos vagas, mas menos concorrência; Go e Kotlin são mais pedidas na Alemanha e na Polónia.

Se se pergunta se um curso intensivo o pode levar até lá, o nosso artigo sobre se um bootcamp o pode preparar para o mercado de trabalho analisa o que os empregadores esperam dos programadores júnior.

Para os empregadores, os mesmos dados são um sinal de preço: competências com procura crescente e medianas anunciadas mais altas (IA, cloud, plataforma) precisam de bandas salariais revistas com mais frequência. Quando as leis nacionais que transpõem a Diretiva da UE relativa à transparência salarial (2023/970) se aplicarem, terá também de informar os candidatos sobre a remuneração inicial ou o intervalo salarial antes da entrevista; consulte os benefícios dos anúncios de emprego com salário transparente. Pode começar pelo benchmarking salarial gratuito da TalentUp.

Fontes

  • Base de dados de anúncios de emprego da TalentUp, janeiro–setembro de 2025 e 2026, 16 países europeus: percentagens de linguagens, frameworks, ferramentas e competências de IA, desagregação por país e salários anunciados (análise da TalentUp, outubro de 2026). Consulte a nossa metodologia.
  • Eurostat, ICT specialists in employment: mais de 10 milhões de especialistas em TIC empregados na UE em 2025 (5,0% do emprego total), face à meta da Década Digital de 20 milhões até 2030.
  • EUR-Lex, Diretiva (UE) 2023/970 relativa à transparência salarial: informação salarial para os candidatos antes da entrevista, aplicável através das leis nacionais de transposição.

Perguntas frequentes

Quais são as linguagens de programação mais procuradas em 2026?

Na amostra da TalentUp de cerca de 27 100 anúncios de emprego para programadores e engenheiros de software em 16 países europeus (janeiro–setembro de 2026), as linguagens mais pedidas são Python (31,4% dos anúncios), SQL (25,2%), Java (24,5%) e JavaScript/TypeScript (23,5%), seguidas de C# (11,0%) e C/C++ (7,9%).

Que linguagem de programação está a crescer mais nos anúncios de emprego?

O TypeScript foi a linguagem que mais ganhou, passando de 12,5% dos anúncios para programadores em 2025 para 15,8% em 2026. O Python manteve-se estável nos 31,4%, enquanto o Java perdeu 1,4 pontos percentuais e C#, C/C++, PHP e Scala perderam alguma quota.

Quais são os frameworks mais populares em 2026?

O React é o framework mais pedido (18,7% dos anúncios para programadores), à frente do Angular (12,0%), .NET (10,9%), Spring (8,8%) e Node.js (8,1%). Em Python, o FastAPI (2,9%) já é mencionado com mais frequência do que o Django (2,1%).

Quais são as linguagens de programação mais bem pagas?

Nos salários anunciados, os anúncios que mencionam Python situam-se acima da mediana geral dos programadores nos cinco países que conseguimos medir, com a maior diferença no Reino Unido (78 000 £ face a 55 000 £). Os anúncios que pedem competências em LLM ou IA generativa têm as medianas mais altas, desde 16% acima da mediana dos programadores na Polónia até 69% no Reino Unido.

Devo aprender Python ou JavaScript em 2026?

Ambas estão entre as quatro linguagens mais pedidas nos anúncios de emprego europeus. O Python lidera no geral e está associado a funções de dados, IA e backend, enquanto JavaScript/TypeScript com React é o principal caminho para empregos de frontend e full-stack. Escolha a que corresponde à função pretendida e acrescente depois SQL, Git e noções básicas de cloud.

Partilhar este artigo

LinkedIn X

Escrito por

Èlia Adroher i Llorens

Content Writer

Èlia studied International Business Economics with a focus on digital marketing. She is also interested in learning about data analysis.

Mais artigos deste autor

Newsletter

Insights salariais no teu email, uma vez por semana

Benchmarks, novidades sobre transparência salarial e guias práticos para equipas de RH e compensação.

Sem spam. Cancela a subscrição quando quiseres.